Ciências Biológicas - Licenciatura

Ciências Biologicas - Licenciatura

  Olá, somos alunos graduandos em Ciências Biológicas da Faculdade Católica Salesiana, Vitória - ES. Criamos o blog para falar um ...

quarta-feira, 22 de junho de 2016

MAMÍFEROS


  "Todos estes deslumbrantes primores da natureza são realçados 

pelos mais delicados ornatos  tanto de formas fantásticas quanto de 

bom gosto, franjas,  grinaldas e uma infinidade de outros enfeites, 

cuja enumeração seria  fastidiosa e incapaz de dar idéia da  beleza 

do conjunto àqueles que não o viram com os próprios olhos".  


Mamíferos

Os mamíferos (do latim científico Mammalia) constituem uma classe de animais vertebrados, que se caracterizam pela presença de glândulas mamárias que, nas fêmeas, produzem leite para alimentação dos filhotes (ou crias), presença de pelos ou cabelos, com exceção dos golfinhos e de algumas baleias, que somente na fase embrionária possuem pelos. São animais endotérmicos (com exceção do rato-toupeira-pelado), ou seja, de temperatura constante, também conhecidos como "animais de sangue quente". O cérebro controla a temperatura corporal e osistema circulatório, incluindo o coração (com quatro câmaras). Os mamíferos incluem 5 416 espécies (incluindo osseres humanos), distribuídas em aproximadamente 1 200 gêneros, 152 famílias e até 46 ordens, de acordo com o compêndio publicado por Wilson e Reeder (2005). Entretanto novas espécies são descobertas a cada ano, aumentando esse número; e até o final de 2007, o número chegava a 5 558 espécies de mamíferos.

Acredita-se que os primeiros mamíferos surgiram no período Jurássico, entre 176 e 161 milhões de anos atrás, durante o reinado dos Dinossauros. Novas evidências científicas, entretanto, sugerem que os precursores dos mamíferos podem ter surgido há pelo menos 208 milhões de anos, durante o período Triássico Superior.



                                                                     Fonte:www.nativebiodiversidade.com.br

                                                                           Fonte:www.nativebiodiversidade.com.br


                                                                    Fonte:www.nativebiodiversidade.com.br

Evolução de mamíferos

Os mamíferos são os atuais descendentes dos sinapsídeos, o primeiro grupo bem estabelecido de amniotas que surgiu no Carbonífero Superior. Os sinapsídeos apresentavam várias características mamíferas, notadamente a existência de uma única fossa temporal de cada lado do crânio e a diferenciação de dentes molares, mas no essencial, a sua anatomia manteve-se tipicamente reptiliana, com membros transversais, coanas e uma pequena cavidade neurocraniana.
Mammaliaformes


void


void


void


void



––Mammalia






A classe Sinapsida compreendia duas ordens: a Pelicosauria, um grupo mais primitivo; e a Therapsida, chamada também de répteis mamalianos evoluídos, que representam a transição para os verdadeiros mamíferos. Dentro da última, encontram-se os cinodontes, grupo que serviu de transição entre os répteis e os mamíferos. Nos cinodontes observam-se vários traços mamalianos, como a fossa temporal aumentada, o número de ossos que forma a parte superior do crânio é reduzido, diferencia-se o palato secundário, a parede do neurocrânio modifica a sua organização, e os dentes tornam-se cada vez mais complexos e especializados.
Os primeiros mamíferos, ou mamaliformes como são tipicamente conhecidos, apareceram no período Triássico. Durante todo o restante da era Mesozoica, estes primitivos mamíferos, conhecidos em sua maioria por poucos esqueletos e de considerável número de crânios, mandíbulas e dentes, foram animais de tamanho diminuto e ecologicamente insignificantes. Entretanto, sua contribuição foi especialmente importante para a evolução, pois foi durante o final do Jurássico e início do Cretáceo que estes animais estabeleceram as características básicas mamíferas que levaram a uma tremenda variedade de formas que viveram durante a era Cenozoica.

Houve dois grandes períodos de diversificação dos mamíferos durante a era Mesozoica. O primeiro, englobando o final do Triássico e o Jurássico e estendendo-se pelo Cretáceo Inferior, produziu formas de transição do estágio reptiliano para o mamífero, conhecidas como mamaliformes, que em sua maioria, não sobreviveu além da era Mesozoica. A segunda radiação, a qual ocorreu no Cretáceo Médio, foi composta de mamíferos mais derivados, ou seja os verdadeiros mamíferos, incluindo os primeiros térios.


Fósseis 

Em relação aos mamíferos pré históricos, há uma exposição  denominada  "A grande extinção:11 mil anos".  Neste espaço estão expostos réplicas e esqueletos completos de fósseis como o da preguiça gigante (Eremontherium laurilardi), que se destaca pelo seu tamanho e o fascínio que desperta nas pessoas. Há também fósseis de outros animais como do tigre-dentes-de-sabre, toxodonte, o macaco Protopithecus. 
                                                               Fonte: Paes,2016

                                                                                                             Fonte: Nunes,2016




Os mastodontes fazem parte da ordem Proboscidea, onde se incluem os mamutes e os elefantes. Surgidos em África, separaram-se da linhagem dos mamutes e elefantes há cerca de 30 milhões e espalharam-se pela Europa – incluindo Portugal, onde se encontraram fósseis no vale do Tejo e no vale do Sado – e pela Ásia. Na Europa estes mamíferos desapareceram há cerca dmme dois milhões de anos. Mas viveram mais tempo no continente americano, para onde entretanto migraram através de uma ponte terrestre, no estreito de Bering, entre a Ásia e a América do Norte. Aqui, evoluíram para uma espécie nova. Os fósseis mais antigos do mastodonte americano – cujo nome científico é Mammut americanum – têm 3,5 milhões de anos.

O mamute-lanudo, Mammuthus primigenius, que surgiu só há 200.000 anos na Ásia e viveu até há 5000 anos, chegou a conviver com o mastodonte na América do Norte. Além das diferenças anatómicas – o mamute podia ter mais de quatro metros de altura, era cabeçudo e as enormes presas eram enroladas para dentro, enquanto o mastodonte atingia dois a três metros e tinha presas encurvadas para cima –, havia diferenças ecológicas.

“Os mamutes-lanudos dependiam de gramíneas e de outro tipo de pastagem, e estavam bem adaptados a habitats semiáridos de estepes e tundra, geralmente sem árvores”, explica o artigo da equipa, cujo primeiro autor é Grant Zazula, do Programa de Paleontologia de Yukon, do Governo do Território do Yukon, no Canadá, ao lado do Alasca. “Por outro lado, os mastodontes dependiam de árvores e habitavam preferencialmente bosques de coníferas e bosques mistos com pântanos”, lê-se no artigo.

Depois do penúltimo período glaciar, veio um período mais quente há cerca de 125.000 anos, em que as florestas de coníferas chegaram até ao Alasca, e com elas estariam os mastodontes. Mas há 75.000 anos já tinha voltado um novo (e último) período glaciar, que deveria ter tido impacto nas populações de mastodontes: as baixas temperaturas teriam obrigado as florestas de coníferas a recuar para sul, substituídas pela tundra.

“Os dentes de mastodonte eram eficazes a desfolhar e esmagar os galhos, as folhas e os troncos de arbustos e árvores”, explica Grant Zazula, num comunicado do Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque. “Por isso, pareceria improvável que eles fossem capazes de sobreviver em zonas como o Alasca e o Yukon, no último período glaciar.”

No entanto, as datações por carbono 14 de fósseis de ossos de mastodonte daquelas regiões indicavam que havia fósseis com mais de 50.000 anos (a idade máxima que o carbono 14 consegue datar), mas também com apenas 18.500 anos, em plena altura glaciar. Estes resultados sugeriam que as populações de mastodontes se mantiveram lá quando já não havia árvores e sobreviveram, pelo menos, até muito perto da grande extinção das 70 espécies de mamíferos, há 10.000 anos.

Nesse contexto, era impossível não meter os humanos na equação das causas da extinção dos mastodontes no Alasca e Yukon, já que entrámos na América do Norte, pelo estreito de Bering, há cerca de 13.000 anos.

Mas a contradição ecológica sobre a alimentação dos mastodontes e os ecossistemas existentes durante o último período glaciar levou a equipa a duvidar das antigas datações de carbono 14. “É razoável suspeitar de que as datas relatadas no passado estavam erradas”, dizem os autores.

As novas datações de dezenas de fósseis revelaram que os ossos são de mastodontes que calcorreavam o Alasca e o Yukon há mais de 50.000 anos. As antigas análises estariam contaminadas.

“Os mastodontes não habitaram o Norte durante muito tempo”, diz Grant Zazula. “O avanço da glaciação há 75.000 anos levou ao extermínio dos seus habitats.”

Algum tempo antes da derradeira extinção, há 10.000 anos, a Terra voltou a aquecer, os gelos recuaram e as coníferas reconquistaram o Canadá e o Alasca. As alterações do clima podem ter tido um papel na extinção final. O certo é que o mastodonte americano já não voltou ao Norte.

                                                        Fonte:https://www.publico.pt/ciencia/

                                                                                 Fonte:https://www.publico.pt/ciencia/

Referências
COLECIONADORES DE OSSOS. Mamiferos. 2016. Disponível em: <http://detetivesdopassado.colecionadoresdeossos.com/2015/11/conhecendo-museus-pequeno-e-simples.html>. Acesso em: 20 jun 2016.
WIKIPÉDIA. Mamiferos. 2016. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/mamiferos>. Acesso em: 20 jun 2016.
REVISTA ELETRONICA. 2008. Disponível em: <http://www.pucminas.br/graduacao/cursos/arquivos/ARE_ARQ_REVIS_ELETR20081113114321.pdf?PHPSESSID=0c38e876e4283b050fa405791b3eeb9e>. Acesso em: 24 jun 2016.

2 comentários: